Combata o bloqueio

Diliça

A falta sobre o que escrever já foi tema de cronistas como Rubem Braga, Fernando Sabino e Luís Fernando Veríssimo.

Mesmo os maiores escritores passam por esse momento. O fantasma do papel - da tela - em branco.

Existem muitas coisas que você pode fazer quando chegar esse momento.

  1. Nada. É a primeira coisa que me vem à mente. Ninguém precisa atualizar o blog o tempo inteiro. Se você costuma escrever com regularidade não vai ser um dia que vai fazer diferença. Amanhã você poderá estar mais inspirado. Tire uma folga ou desenvolva outras atividades. Algumas das melhores idéias surgem quando você pára de pensar em ter idéias.
  2. Escreva sobre a falta do que escrever. É o que estou fazendo agora, sabichão.
  3. Dê uma olhada nos feeds. Você não está inspirado ou motivado, mas tenho certeza de que um de seus colegas blogueiros está. Um link bem feito para um post interessante, seguido de um comentário complementar com sua opinião pode render tanta repercussão quanto o post que o originou.
  4. Olhe em seu twitter. Veja sobre o que as pessoas estão falando por ali. Pode ser que o mundo esteja desabando e você não saiba. Se os seus amigos estão comentando sobre algum tema, você pode ter algo sobre o que escrever com interesse automaticamente agregado.
  5. Abra seus horizontes. Seu blog é sobre motores turbo? Talvez, num dia como este em que você está sem o que escrever, talvez seja o momento de falar um pouco sobre como plantar uma árvore ou outro tema não correlato. Não seja rígido.
  6. Verifique os sites sociais. Rec6, Delicious, Stumble, Digg. Vale tudo. Talvez você até tenha feito uma bookmark para um dia de chuva e tenha esquecido ela lá.
  7. Use os recursos do Delicious. Este eu ainda estou testando, mas você pode usar o recurso do Delicious para publicar periodicamente suas bookmarks. Eu tentei usar o plugin Postalicious, que permite mais controle dos links publicados, mas confesso tive problemas. Quem sabe você tenha mais sorte. De qualquer maneira, é um modo de impedir momentos “vazios” em seu blog quando você estiver enfrentando algum bloqueio.
  8. Olhe os portais. O mundo é uma máquina de fazer notícias. Nem todas elas são tragédias. Algumas são bem amenas. E outras poderão se encaixar com aquilo que você precisa para seu blog.
  9. Peça para alguém lhe dar um tema. Minha avó escrevia poesia, mas ela só conseguia escrever quando alguém lhe dava um tema para desenvolver, como na escola.
  10. Dê uma olhada em seus rascunhos. Cansei de esquecer artigos começados entre os rascunhos do WordPress. Você pode encontrar algumas preciosidades por ali.
  11. Deixe posts na gaveta. Só por exemplo: faça 10 entrevistas por email com personalidades de que você gosta. Você nem precisa editá-las no momento em que receber as respostas. Mas quando precisar delas, num momento de bloqueio, elas estarão lá.
  12. Convide alguém para escrever em seu blog. Articulistas convidados são uma maneira de dar um tempo para sua cachola e ainda prestigiar um amigo ou um editor que você admira.
  13. Olhe no calendário. Os jornais vivem fazendo isso. A diferença é que você é criativo e não vai simplesmente repetir a matéria do ano passado sobre o aumento ou a redução da venda de ovos de chocolate durante a páscoa.

Mimimi

Uma singela homenagem aos blogueiros que, em qualquer polêmica, preferem ficar na base do mimimi.

Não deixe de ver os velhinhos comentando no final.

Os 200 maiores blogs do Brasil

A Cynara Peixoto compilou a lista dos…

Ela utilizou diversos critérios para determinar o ranking e certamente teve muito trabalho para fazê-lo. Claro que um ou outro editor - como sempre - vai discordar dele.

Rankings, porém, não são feitos para se discordar ou concordar. Afinal, são formados por parâmetros objetivos (dentro do possível)  e expressam uma certa realidade em um certo contexto.

Você nunca deve esquecer que a relevância de seu blog pode e deve estar para além dos rankings. Por exemplo, meu blog sobre bolsa de valores não está ali, mas eu sei que ele é relevante - e muito - em um determinado contexto, muito específico.

Este blog aqui, por exemplo, não está listado. Mas você gosta dele, não gosta? Viu?

Cuil; já vi um problema nisso

Uma ex-funcionária do Google lançou um novo serviço de buscas, o Cuil. O buzz em torno dele está grande. Torço por ela, pois não acho saudável que um só buscador domine o mercado. Diz que o negócio promete.

Fiz uma ego trip básica para testar o serviço e busquei meu nome.

Eis o que encontrei:

O primeiro resultado traz a imagem de meu blog sobre livros. Mas a URL e a descrição é de um site de um xará engenheiro.

A coisa não está tão séria a ponto de brigarmos a tapa pela supremacia da primeira página, como os especialistas em SEO costumam fazer pelo Google, mas achei curiosa a misturança da indexação.

Pelo visto, ainda há muito o que arrumar no novíssimo Cuil.

Saiba o que você quer e vá direto ao assunto

Atualmente estou cuidando das atualizações de um blog de uma unidade da Universidade de Yôga, em Curitiba.

Boa parte das intenções está voltada à informação dos alunos sobre os cursos e eventos que acontecem por ali.

Claro, a outra intenção é obter um bom posicionamento do site como um todo, nos dispositivos de busca, para os termos yôga, yoga e curitiba e demais combinações e possibilidades.

O que se quer disso? Ao buscar por esses termos no Google, essas pessoas certamente estão procurando um lugar em Curitiba para praticar yôga. Certamente, se o conteúdo do blog for interessante, elas vão ficar seriamente inclinadas a conhecer a escola.

Mas a maioria delas certamente já sabe o que quer e prefere telefonar e marcar um horário para conhecer o espaço e a metodologia in loco de maneira a ter certeza de que a qualidade dos serviços oferecidos corresponde às suas expectativas.

A grande idéia veio de uma das instrutoras: por que não utilizar o telefone já no título do blog e da página inicial do site?

Assim, quando alguém procura, por exemplo, por “yoga em curitiba” verá o seguinte:

Ou seja - se por uma eventualidade -, ainda que o site esteja fora do ar, ainda que o internauta prefira não entrar na página, ele poderá telefonar para a unidade e marcar uma visita.

A informação essencial foi transmitida.